sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Tratamento da Cocaína

O vício da cocaína é às vezes tratado com 2,5 mg/kg de desipramina, um antidepressivo, sendo a dose reduzida aquando da administração conjunta com metadona. Se o paciente está agitado deverá administrar-se benzodiazepinas. Se o indivíduo estiver com hipertermia deverá diminuir a sua atividade, tomar banho em água fria ou tépida. Os antipiréticos não são eficazes. O diazepam IV na dose de até 0,5 mg/Kg, administrado por um período de 8 horas é eficaz no controle de convulsões. Os pacientes com hipotensão deverão receber fluidos intravenosos. A hipertensão e a taquicardia não requerem na maioria dos casos tratamento específico pois são normalmente transitórias. As arritmias ventriculares podem ser tratadas com benzodiazepinas para diminuir a estimulação do sistema nervoso simpático e com bicarbonato de sódio ou lidocaina como agentes antiarrítmicos. Podem ainda ser controladas com sucesso pela administração de 0,5 a 1,0 mg de propranolol IV. A isquemia do miocárdio deve ser tratada com benzodiazepinas, aspirina e nitroglicerina sublingual. Os antagonistas beta-adrenérgicos não devem ser usados em pacientes com isquemiado miocárdio porque aumentam a vasoconstrição arterial e diminuem a circulação sanguínea. A rabdomiólise requer hidratação, manitol como diurético, bicarbonato de sódio para alcalinizar a urina e hemodiálise se há falha do rim. Psicoterapia individual e de grupo, terapia familiar e programas de assistência pessoal em grupo, frequentemente são úteis para induzir a remissão prolongada do uso da droga. No entanto, nenhuma medicação disponível é segura e altamente eficaz para a desintoxicação da cocaína ou manutenção da abstinência. G2

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